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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Bandeira do Espírito Santo

Bandeira do Espírito Santo
História da bandeira do Estado do Espírito Santo, criação, origem, significado
Bandeira do Espírito Santo


A bandeira do Espírito Santo
História e significado
A bandeira do estado do Espírito Santo foi criada em 7 de setembro de 1909 pelo advogado e político Jerônimo de Souza Monteiro. A bandeira é composta por três faixas horizontais nas cores azul, branca e rosa. Estas cores simbolizam a roupa de Nossa Senhora da Vitória, santa padroeira do estado do Espírito Santo.
Na faixa branca (centro) há a frase "Trabalha e Confia" na cor azul. De autoria do criador da bandeira, esta frase foi inspirada na doutrina de Santo Inácio de Loyola.
A regulamentação da bandeira ocorreu em 24 de julho de 1947, durante o mandato do governador Carlos Fernando Monteiro Lindemberg.

Estado do Espírito Santo - Folclore, História e Geografia

A palavra tupi "capixaba", que significa "terreno bom para a lavoura" e desde a colônia designou os naturais do Espírito Santo, parecia prenunciar a história econômica do estado, sempre beneficiado pela prodigalidade da natureza: se antes a fertilidade da terra permitiu ricas culturas de cana-de-açúcar, cacau e café, bem como a exploração das abundantes matas, a partir da segunda metade do século XX as imensas reservas de minerais do subsolo conduziram ao acelerado desenvolvimento industrial.
Estado brasileiro, situado na região Sudeste, o Espírito Santo ocupa uma área de 46.184km2 e é limitado ao norte pela Bahia, a oeste por Minas Gerais, ao sul pelo Rio de Janeiro e a leste pelo oceano Atlântico. A capital é Vitória.
A maior parte do estado caracteriza-se como um planalto, parte do maciço Atlântico. A altitude média é de 600 a 700m, com topografia bastante acidentada e terrenos arqueozóicos, onde são comuns os picos isolados, denominados pontões e os pães-de-açúcar. Na região fronteiriça com Minas Gerais, transforma-se em área serrana, com altitudes superiores a mil metros, na região onde se eleva a serra do Caparaó, ou da Chibata. Aí se ergue um dos pontos culminantes do Brasil, o pico da Bandeira, com 2.890m.
De forma mais esquemática, pode-se compor um quadro morfológico do relevo em cinco unidades : (1) a baixada litorânea, formada por extensos areais, praias e restingas; (2) os tabuleiros areníticos, faixa de terras planas com cerca de cinqüenta metros de altura, que se ergue ao longo da baixada e a domina com uma escarpa abrupta, voltada para leste; (3) os morros e maciços isolados, que despontam no litoral e, em alguns locais, dão origem a costas rochosas, cujas reentrâncias formam portos naturais, como a baía de Vitória; (4) as planícies aluviais (várzeas), ao longo dos rios, que às vezes terminam em formações deltaicas, de que é exemplo a embocadura do rio Doce; e (5), a serra, rebordo oriental do planalto brasileiro, com uma altura geral de 700m, coroada aqui e ali por maciços montanhosos, entre os quais a referida serra do Caparaó.
Ao contrário do que ocorre nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde constitui um escarpamento quase contínuo, no Espírito Santo o rebordo do planalto apresenta-se como zona montanhosa muito recortada pelo trabalho dos rios, que nela abriram profundos vales. A partir do centro do estado para norte, esses terrenos perdem altura e a transição entre as terras baixas do litoral e as terras altas do interior vai se fazendo mais lenta, até alcançar o topo do planalto no estado de Minas Gerais. Dessa forma, ao norte do rio Doce a serra é substituída por uma faixa de terrenos movimentados, mas de altura reduzida, em meio aos quais despontam picos, que formam alinhamentos impropriamente denominados serras.
Ocorrem no Espírito Santo dois tipos principais de climas, o tropical chuvoso e o mesotérmico úmido. O primeiro domina nas terras baixas e caracterizam-se por temperaturas elevadas durante todo o ano e médias térmicas superiores a 22º C. O tipo Am, das florestas pluviais, com mais de 1.250mm anuais de chuvas e com uma estação seca pouco pronunciada, ocorre no litoral norte, no sopé da serra e na região de Vitória; o tipo Aw, com cerca de 1.000mm de chuva e estação seca bem marcada, ocorre no resto das terras baixas.
O clima mesotérmico úmido, sem estação seca, surge na região serrana do sul do estado. Caracteriza-se por temperaturas baixas no inverno (média do mês mais frio abaixo de 18o C). Observam-se, entretanto, bruscas alterações climáticas.
Os principais rios do estado são, de norte para o sul, o Itaúna, o São Mateus, o Doce e o Itapemirim, que correm de oeste para leste, isto é, da serra para o litoral. O mais importante deles é o Doce, que nasce em Minas Gerais e divide o território espírito-santense em duas partes quase iguais. Em seu delta formam-se numerosas lagoas, das quais a mais importante é a de Juparanã.
A floresta tropical revestiu outrora todo o território estadual. Com as sucessivas devastações que sofreu, extinguiu-se quase completamente na parte sul do estado, área de ocupação mais antiga. Aí, a busca de solos virgens por parte dos agricultores e a extração de lenha e de madeira de lei determinaram a proliferação de campos de cultura, pastagens artificiais e capoeiras. Apenas no norte do estado, onde ainda se desenvolve o processo de ocupação humana, podem ser encontradas algumas reservas florestais. A serra do Caparaó, local outrora revestido pela mata atlântica, hoje está totalmente devastada, e só apresenta vegetação campestre acima dos mil metros de altitude.
A população do estado concentra-se na porção meridional. As principais cidades, além de Vitória, capital do estado, e sua vizinha Vila Velha, já inteiramente conurbadas, são Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Linhares. A microrregião mais populosa é a de Vitória, com cerca de 35% da população, e a menos populosa é a do Alto São Mateus, no norte do estado, com apenas três por cento.
Há uma forte migração do campo para as zonas de maior concentração urbana ou para outros estados, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Em meados do século XIX houve grande afluência de colonos estrangeiros, suíços, italianos, alemães e de outras procedências, de tal forma que a colônia de Santa Leopoldina e Santa Isabel formavam um mosaico de nacionalidades.
O produto agrícola tradicional do estado é o café, cultura que orientou a ocupação de praticamente todo o território capixaba. Após uma fase de decadência no estado, o café recuperou uma posição de relativo destaque nacional. Seguem-se a ele, em ordem de importância, as culturas de milho, banana, mandioca, feijão, arroz e cacau.
A criação de bovinos serviu-se de solos virgens no norte do estado, em terrenos desmatados. Nessa área cria-se e engorda-se gado de corte, e ali desenvolveu-se a indústria frigorífica, cuja carne é enviada principalmente para o Rio de Janeiro, além de abastecer a região de Vitória. No sul pratica-se muito a pecuária leiteira, e o leite é comercializado, por meio de cooperativas, nos mercados do Rio de Janeiro e Vitória.
De desenvolvimento mais recente são a silvicultura e a fruticultura, com aproveitamento para conservas de frutas e para a produção de celulose, destacando-se nessa última atividade alguns projetos de reflorestamento, que poderão compensar em parte o desmatamento avassalador sofrido pelo estado.
Nos centros urbanos da capital e de Cachoeiro de Itapemirim concentram-se praticamente todas as principais unidades da indústria de transformação capixaba. Na grande Vitória localizam-se as indústrias siderúrgicas: Companhia Ferro e Aço de Vitória, usina de pelotização de minério de ferro da Companhia Vale do Rio Doce; madeireira, têxtil, de louças, de café solúvel, de chocolates e frigorífica. No vale do rio Itapemirim, desenvolvem-se indústrias de cimento, de açúcar e álcool e de conservas de frutas.
O subsolo do estado é rico em minerais, inclusive petróleo. Há consideráveis reservas de calcário, mármore, manganês, ilmenita, bauxita, zircônio, monazitas e terras raras, embora nem todas em exploração. No extrativismo mineral, destaca-se a exploração, na área de Cachoeiro de Itapemirim, de reservas de mármores, calcário e dolomita.
A Estrada de Ferro Vitória-Minas escoa minério de ferro de Itabira MG até o porto de Tubarão, e volta com carvão para siderurgia. Também faz transporte de passageiros e carga geral no vale do rio Doce. A RFFSA 7ª Divisão-Leopoldina serve ao sul do estado e comunica Vitória com o estado do Rio de Janeiro. As principais rodovias são a BR-101, que corta o estado de norte a sul, pelo litoral, e a BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte MG e ao extremo oeste do país. Outras rodovias importantes são a BR-482, que atravessa Alegre e Jerônimo Monteiro e entronca com a BR-101 no distrito de Safra; e a BR-342, que liga Ecoporanga a Nova Venécia, no norte do estado.
O estado possui dois portos, ambos na capital: o cais comercial de Vitória e o porto de exportação de minério de ferro de Tubarão.
Em 23 de maio de 1553, o fidalgo português Vasco Fernandes Coutinho, veterano das campanhas da África e da Índia, aportou em terras da capitania, que lhe destinara o rei D. João III. Como era um domingo do Espírito Santo, chamou de vila do Espírito Santo a povoação que mandou construir nas terras que lhe couberam: cinqüenta léguas de costa, entre os rios Mucuri e Itapemirim, com outro tanto de largo, sertão adentro, a partir do ponto em que terminava, ao norte, o quinhão concedido a Pero de Campos Tourinho, donatário da capitania de Porto Seguro. A Vila do Espírito Santo é hoje a cidade de Vila Velha. Ainda em 1535, a vila passou à capitania, em 1822 a província e em 1889 a estado.
A fixação da vila foi uma história de lutas, pois os selvagens não entregaram aos portugueses, sem resistência, suas roças e malocas. Recuaram até a floresta, onde se concentraram para iniciar uma luta de guerrilhas que se prolongou, com pequenas tréguas, até meados do século XVII.
No governo do novo donatário, o comércio e a lavoura se desenvolveram, mas foi totalmente frustrado o motivo principal da compra da capitania: o descobrimento das "pedras verdes" - as esmeraldas. Essa busca começara por iniciativa do governo-geral. As expedições iniciais, denominadas por alguns historiadores "ciclo espírito-santense", incluem-se na categoria das entradas. Na verdade, o ciclo limitou-se a poucas expedições relevantes, cuja importância está menos nos resultados obtidos, do que na dinamização do interesse pela área e em um maior conhecimento do interior.
Em 1810 a capitania tornou-se autônoma em relação à Bahia, e passou a depender diretamente do governo-geral. .
O período colonial encerrou-se sob melhores auspícios. Consolidara-se a ocupação do território e ampliara-se a base demográfica. Em face das dificuldades enfrentadas, esses dados revelam um progresso nada desprezível.
Durante o movimento de independência, em março e abril de 1821, ocorreram várias comoções políticas no Espírito Santo, enquanto se procedia à escolha de seus representantes às cortes de Lisboa. Após a proclamação da autonomia brasileira, foi dado total apoio à nova realidade política, e em 1º de outubro de 1822, reconhecido imediatamente D. Pedro na condição de imperador do Brasil.
O governo provincial enfrentou séria crise econômica nos primeiros anos da década de 1820, ocasionada pelo estrangulamento da produção agrícola em razão da prolongada estiagem. Mesmo assim, iniciou a cultura cafeeira. Para tanto, incentivou o aproveitamento de terras por colonos estrangeiros, o que se deu simultaneamente à chegada de fazendeiros fluminenses, mineiros e paulistas. A exemplo das demais províncias do sul, no Espírito Santo essa experiência colonizadora baseou-se na pequena propriedade agrícola, que logo se estendeu ao longo da zona serrana central, em contraste com as áreas do sul daquela região, onde predominava a grande propriedade.
Em 1846 fundou-se a colônia de Santa Isabel (Campinho) com imigrantes alemães de Hunsrück e em 1855 uma sociedade particular - depois encampada pelo governo - criou a colônia do Rio Novo com famílias suíças, alemãs, holandesas e portuguesas. Entre 1856 e 1862 houve considerável afluência de imigrantes alemães para a colônia de Santa Leopoldina, que tinha por sede o porto de Cachoeiro de Itapemirim, no rio Itapemirim, a cinqüenta quilômetros da foz, no sul do estado. Rapidamente as antigas áreas de pastoreio pontilharam-se de pequenos estabelecimentos agrícolas, que demonstraram grande força expansiva. As colônias de Santa Isabel e Santa Leopoldina, por exemplo, criaram desdobramentos através de todo o planalto, entre os rios Jucu e Santa Maria, e mais tarde atravessaram o rio Doce.
No processo de colonização enfrentaram os imigrantes, a par de outras dificuldades, o sério problema indígena na região do rio Doce. Malgrado os esforços de aldeamento e as tentativas de utilização de sua mão-de-obra, sucediam-se os choques com os colonos, e chegou mesmo a verificar-se grave contenda entre índios e moradores de Cachoeiro de Itapemirim, como elevado número de mortos e feridos, em 1825.
Na república, o estado concorreu eficazmente para o progresso do país. Os canaviais haviam sido substituídos pelos cafeeiros. Ainda não tinha sido fundada nenhuma usina. Os engenhos centrais pouco a pouco desapareciam. Além de fazendeiros capixabas, que passam a cultivar o café, vieram também, com o mesmo propósito, fluminenses, mineiros e até paulistas, como o barão de Itapemirim. Graças ao trabalho profícuo desses colonos, quando se aboliu a escravidão dos negros - o que derrocou as grandes fazendas, de imediato ou não - a economia do Espírito Santo resistiu e proporcionou aos seus presidentes, depois de proclamada a república, os meios necessários para empreendimentos como a construção de estradas de ferro, expansão do ensino e organização de planos urbanos; instalação de água, luz, esgoto, bondes elétricos, de um parque industrial, de uma usina elétrica e de uma usina de açúcar em Cachoeiro de Itapemirim e na vila de Itapemirim, de uma fazenda-modelo em Cariacica, além de reforma da instrução pública e construção de grupos escolares e de pontes entre Vitória e o litoral e Colatina e o norte do rio Doce. Essas e outras obras foram realizadas com recursos provenientes sobretudo do café produzido pelas colônias de emigrantes europeus organizadas desde a monarquia.
Com a irradiação ferroviária que o café suscitou em meados do século XIX, o Espírito Santo beneficiou-se da rede de leitos, cujo centro estava em Campos dos Goitacases e que estabelecia comunicações entre duas importantes áreas cafeeiras: a Zona da Mata, em Minas, e o sul capixaba. Apesar de situada fora da região de cultivo, a cidade de Vitória foi a que mais progrediu sob o surto daquela lavoura, e já em 1879 processaram-se os primeiros estudos destinados à construção do porto, que deveria escoar toda a produção da província. Atendendo às novas exigências, em meados do século começou a funcionar a imprensa capixaba.
Em 1850 a configuração territorial do Espírito Santo já assinalava a existência de dez municípios: Vitória, Serra, Nova Almeida, Linhares, São Mateus, Espírito Santo, Guarapari, Benevente (hoje Anchieta) e Itapemirim. Pouco antes a província perdera parte de suas terras, em virtude da desanexação de Campos dos Goitacases e São João da Barra, restituídas ao Rio de Janeiro em 1832.
No final do século, os capixabas, sobretudo a intelectualidade, aderiram ao movimento abolicionista. A exemplo do que aconteceu nas demais províncias, surgiram associações ligadas à emancipação. Durante a propaganda, evocava-se a crueldade dos castigos infligidos aos escravos, como sucedera após a insurreição de cerca de 200 negros no distrito de Queimados, em 1849.
A abolição da escravatura, no entanto, conduziu os grandes proprietários à ruína, em virtude da privação da tradicional mão-de-obra. Assim, com o advento da república, o primeiro governador do estado não encontrou condições materiais para levar a efeito os planos preconizados pela propaganda republicana. As finanças da antiga província encontravam-se exauridas.
Ainda no final do século XIX, coincidindo com a fixação da constituição estadual (1891 e 1892), o governador eleito recorreu a reformas e incentivos econômicos que deram novo impulso ao estado. A fim de assegurar uma receita mais sólida, levantou empréstimos externos, que favoreceram a lavoura cafeeira e permitiram maiores investimentos agrícolas. O Espírito Santo obteve assim uma arrecadação cinco vezes mais alta que a da antiga província. Efetuou-se o saneamento de Vitória e em 1895 foi inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo, entre Porto de Argolas e Jabaeté.
A ocupação do norte do Espírito Santo só começou nas primeiras décadas do século XX, e ganhou novo impulso depois da construção da ponte de Colatina sobre o rio Doce, inaugurada em 1928. A economia capixaba contou com a migração de contingentes do sul e do centro do país para aquela área, e assim firmou-se o cultivo do café, que respondeu por 95% da receita em 1903. Durante a primeira guerra mundial, o porto de Vitória figurava como o segundo grande exportador nacional.
A capital conta com inúmeras bibliotecas. Em Cachoeiro de Itapemirim destacam-se as Bibliotecas Municipal e da Casa dos Braga - pequeno museu dedicado aos irmãos escritores Newton e Rubem Braga, na casa onde nasceram.
Na capital, o museu mais importante é o de Arte e História, antigo Museu Histórico, desde 1966 afeto à Universidade Federal do Espírito Santo. A seção de história funciona no Solar de Monjardim, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e antiga Casa-Grande da Fazenda, hoje bairro de Jacutuquara. A seção de arte religiosa está instalada na capela de Santa Luzia (século XVI) e possui peças que datam da fundação do templo. O Museu Folclórico, instalado na capela de Nossa Senhora das Neves, é também administrado pela UFES. Em Santa Teresa, há o Museu Melo Leitão, fundado pelo famoso naturalista capixaba Augusto Ruschi em sua própria casa, onde há também uma das mais completas bibliotecas do mundo especializada na fauna e na flora do país. Muitos outros municípios do interior mantêm também pequenas bibliotecas.
O teatro mais importante da capital é o Teatro Carlos Gomes, inaugurado em 1927 e modernizado em 1970, com 311 poltronas e 40 camarotes.
São tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional os seguintes monumentos: a igreja de Nossa Senhora da Assunção (1587) e residência anexa, em Anchieta, onde viveu o padre José de Anchieta; a igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana; a igreja dos Reis Magos (1558) e residência anexa, em Nova Almeida, município da Serra. Em Vitória, encontram-se o Solar de Monjardim, a igreja de São Gonçalo Garcia (1766), a igreja de Nossa Senhora do Rosário (1765) e a igreja de Santa Luzia (1547). Em Vila Velha, o famoso convento e igreja de Nossa Senhora da Penha, situado a 135m de altura sobre a entrada da baía de Vitória, e a igreja matriz de Nossa Senhora do Santo Rosário, todos do século XVI.
Em Vitória, as festas populares tradicionais mais marcantes são as de Nossa Senhora da Penha, os festejos de Santo Antônio, em 13 de junho, de São Pedro dos Pescadores, na praia do Suá, em 29 de junho, e de Nossa Senhora da Vitória, em 8 de setembro. Em Guarapari, realiza-se a festa de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de outubro, e o alardo, realizada no ciclo de Natal ou nos dias 19 e 20 de janeiro. Em Cachoeiro de Itapemirim, o Dia de Cachoeiro, 29 de junho, é comemorado com uma semana de eventos que incluem exposição agropecuária, bailes, shows populares, desfiles e caxambu da ilha da Luz. Em várias cidades e aldeias litorâneas, como Guarapari, Marataíses, Anchieta, Piúma e Conceição da Barra, o dia de São Pedro, 29 de junho, padroeiro dos pescadores, é comemorado também com procissões marítimas. Em Conceição da Barra, há a festa do Reis de Bois, no ciclo natalino.
Pontos Turísticos

As praias de areia monazítica de Guarapari, recomendadas para o tratamento de reumatismo e artrose, e o convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, são as maiores atrações turísticas do estado. Em Vitória, destacam-se o palácio Anchieta, sede do governo estadual; as igrejas tombadas de Santa Luzia, do Rosário e de São Gonçalo Garcia; o Parque Moscoso, com concha acústica para 400 espectadores sentados; o porto, com seu terminal de minério; as praias: Comprida, Suá, Camburi e do Canto; as duas pontes entre a capital e o continente.
A costa capixaba é margeada de belas praias, muito freqüentadas no verão, destacando-se Marataíses, Guarapari, Piúma, Iriri, Anchieta e Conceição da Barra, onde se situam as famosas dunas da barra do rio Itaúnas.
As serras capixabas também possuem pontos de grande atração turística, destacando-se Domingos Martins, Santa Teresa e Rio Novo. No interior, junto à divisa com Minas Gerais, encontra-se o Parque Nacional do Caparaó. O pico do Itabira e as pedras do Frade e da Freira (310m), em Cachoeiro de Itapemirim, são a marca registrada da cidade, onde se pode visitar também a tradicional fábrica de pios de pássaros em madeira.
O prato típico mais conhecido do estado é a torta capixaba, feita tradicionalmente nas casas de Vitória durante a semana santa, mas também servida durante todo o ano aos turistas nos melhores restaurantes da capital. Destaca-se ainda a moqueca capixaba, de peixes e frutos do mar cozidos em panelas de barro artesanais, ao molho de urucum.

História do ESPIRÍTO SANTO

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Os Índios Tupiniquim no descobrimento do Brasil, Os Tupiniquim e a língua Tupi, os nativos, os primeiros índios do Brasil

Os Índios Tupiniquim no descobrimento do Brasil, Os Tupiniquim e a língua Tupi, os nativos, os primeiros índios do Brasil

Os Índios Tupiniquim no descobrimento do Brasil - os nativos, os primeiros índios do Brasil. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia cerca 2 a 5 milhões de índios, e a população indígena era maior do que toda população de Portugal.
 
Os Tupiniquins também são chamados de Topinaquis, Tupinaquis, Tupinanquins.
 
Originalmente falantes da língua Tupi litorânea, da família Tupi-Guarani, hoje os Tupiniquim usam apenas o português.
 
Os índios conhecidos como Tupiniquim, estavam situados em uma faixa de terra localizada entre Camamu, no estado da Bahia e o rio São Mateus (ou Cricaré), alcançando a Província do Espírito Santo, isso no século XVI.
 
Os Jesuítas consideravam-se os “soldados da religião” e procuravam divulgar no Brasil os ensinamentos da Igreja Católica. Sua missão era catequizar os índios e colonos, fazendo com que esses se convertessem ao catolicismo, para isso ensinavam a Doutrina Cristã.
 
Os índios afastavam-se do litoral, o trabalho de catequese exigia a entrada dos padres pelo interior, em suas viagens pelo interior os padres foram fundando aldeamentos para os índios estudarem a Doutrina Católica e os costumes europeus.
 
Em 1556 na região do rio Piraquê-Açu, onde esses índios também viviam, foi fundada a Aldeia Nova, pelo jesuíta Afonso Brás.
 
Em 1580 a Aldeia entra em decadência por alguns fatores, como surto de varíola e ataques de formigas que destruíram as plantações dos índios.
 
Reis Magos passa a ser o local de concentração dos índios e dos jesuítas. Esse local logo passa ser uma aldeia populosa, essa aldeia dá origem à Vila de Nova Almeida e a Aldeia Nova por sua vez dá origem à Vila de Santa Cruz.
 
Já em 1610, o Padre João Martins, superior jesuíta na aldeia dos Reis Mago, consegue para os índios uma sesmaria de seis léguas, a medição desse terreno só foi feita no ano de 1760, através do Termo de Concerto e Composição onde os índios de Nova Almeida e os moradores da Freguesia da Serra estabeleceram os limites dos domínios em que mantinham posse, onde por Sentença do Ministro, foi transformado em medição e demarcação amigável.
 
Na mesma sentença que demarcou o terreno e estabeleceu o acordo territorial, também estava mencionado que não existia senhorio algum dentro desses limites. Os limites da Sesmaria ficavam menores, por essa sentença, que foi confirmada em 1760 por meio de Alvará.
 
A partir do século XVII os tupiniquins foram colocados em aldeias de repartição onde eram catequizados e depois repartidos ou alugados para colonos, perdendo completamente suas características, a ponto de serem considerados um povo extinto.  
 
Até então, os jesuítas haviam posto em aldeias mais de 3.000 índios, em Nova Almeida.
 
Posteriormente, no século XVIII essa Vila é descrita pelo governador da Capitania do Espírito Santo, como composta majoritariamente por índios.
 
No século XIX, o naturalista Auguste de Saint-Hilaire, viaja pelo Espírito Santo e fica sabendo que os índios possuem um território doado pelo governo português, que não se pode transferir o domínio para outrem.
 
No século XIX eram encontrados pelos viajantes habitações isoladas ou pequenos povoados de índios civilizados na região entre o rio Doce e a Vila de Nova Almeida.
 
Em 1860 o Imperador D. Pedro II visita a região e mantém contato com uma índia Tupiniquim em Nova Almeida, bem como com outros índios de Santa Cruz e da foz do rio Sahy, não identificados no seu diário de viagem.
 
É afirmado pelos Tupiniquins que na sua passagem pela Aldeia o Imperador confirma a doação das terras.
 
Em meados do século XIX o modo de vida dos índios tidos como civilizados é retratada pelo pintor Auguste François Biard,
descreve ainda os fazendeiros que exploram a madeira da região para exportação utilizando o trabalho indígena para isso, anotou ainda a presença de famílias indígenas espalhadas pela floresta que faziam comercio de madeira e mantinham roças de subsistência.
 
Já em 1877 o Núcleo de Colonização de Santa Cruz, passa a contar com imigrantes italianos, nessa época contava com 55 índios naturais da Província.
 
Em 1910 é criado o Serviço de Proteção aos índios (SPI) que posteriormente transforma a região norte do Espírito Santo em um de seus pólos de atuação.
 
No século XX os Tupiniquins reconheciam mais de 20 localidades como suas ocupações, entre elas estavam aldeias constituídas por algumas casas vizinhas, lugares com poucas casas esparsas - a grande maioria - e locais onde havia se instalado apenas uma família. Foram identificadas pelos índios as localidades de Caieiras Velhas, Irajá, Pau-Brasil, Comboios - entre ocupações atuais -, e Amarelo, Olho d'Água, Guaxindiba, Porto da Lancha, Cantagalo, Araribá, Braço Morto, Areal, Sauê (ou Tombador), sertão e litoral do Gimuhúna, Piranema, Potiri, Sahy Pequeno, Batinga, Santa Joana e Córrego do Morcego - extintas.
 
Antes de se iniciar a exploração madeireira, a região onde os índios Tupiniquins viviam era de mata virgem, a comunicação entre as localidades era feita por meio de trilhas no meio da floresta.
 
A maioria das famílias indígenas eram encontradas dispersas pela mata. Duas localidades eram transformadas quase que em uma área só, por conta da forma como as famílias ocupavam o espaço e as trocas comerciais, pois a distância entre os núcleos passava a ser menor e isso fazia com que os laços comunitários que se manifestavam nos rituais religiosos, ou na realização de algumas formas de cooperação econômica (mutirão, adjutório) fossem fortalecidos. Essas famílias voltavam-se para produção direta e formavam uma unidade social.
 
O domínio e conhecimento de um território era utilizado como fator de identificação e troca pelos indígenas, dando sentido à relação entre os grupos domésticos.
 
As aldeias Tupiniquins pareciam ruas, em Caieiras Velhas destacava-se um pátio largo, onde uma pequena capela secular fechava a área. As casas construídas eram de pau-a-pique e sapê, mato as cercava.
 
Os Tupiniquins mudavam de casa e roçado com freqüência, os motivos mais comuns eram a realização de um casamento ou a busca por melhores condições de sobrevivência. Podiam fazer suas casas e roçados em qualquer lugar, porém existiam regras de acesso à terra, cercá-la ou detê-la com exclusividade era proibido.
 
Os casamentos eram realizados de preferência entre os moradores de localidades vizinhas.
 
Existia um sistema de posse comum nas aldeias Tupiniquins, onde os cultivos em extensões poderiam ser utilizados como bem conviesse a cada grupo familiar, além dos rios, matas, fontes que eram domínios de caráter comunal e possibilitavam a reprodução das famílias.
 
O sistema de posse comunal de terras bem como de outros domínios, somado à apropriação domestica e individual do produto do trabalho, contribuía para a sobrevivência dos Tupiniquins.
 
A pesca e a coleta nos manguezais exerciam um papel importante na economia domestica das localidades próximas ao rio Piraquê-Açu.
 
Em Santa Cruz, independente do comércio os Tupiniquins estabeleciam um sistema de produção econômica em que um caçava, outro pescava, e outro ainda fazia farinha, trocando os produtos entre si, numa divisão de trabalho informal, esse sistema era conhecido como o sistema de índio, os Tupiniquins utilizavam esse sistema para divulgar e pôr normas às praticas indígenas.
 
A partir dos anos 40 grandes empresas começam a destruir as matas com o objetivo de produzir carvão vegetal, alguns índios chegam a trabalhar nessas empresas, fazendo derrubada das árvores.
 
Nessa época os índios não se preocupavam em documentar suas posses e passaram a viver com posseiros, mas sem conflitos.
 
Posteriormente áreas tradicionais onde eram realizado o cultivo das aldeias Tupiniquim passaram a ser cercadas e reduzidas, para plantação de Eucalipto por empresas por exemplo.
 
A enorme redução da área de plantio e da fixação em determinados limites, impedindo a tradicional rotatividade das roças, mexeu com o modo de vida dos indígenas.
 
Hoje, a palavra Tupiniquim é usada também para designar o Brasil ou aquele que é nativo do Brasil.
 
©hjobrasil

História do ES

História do ES

   Só 30 anos após o descobrimento, Portugal começou a se preocupar com a colonização do Brasil, pressionado pelos ataque piratas que vinham em busca do pau-brasil. Em 1531, Martim Afonso de Sousa, comandando uma poderosa esquadra, chegou a Pernambuco, com a missão de combater os piratas e estabelecer núcleos de povoamento. Não tendo recursos suficientes para bancar a colonização, o então rei de Portugal D. João III aceitou a sugestão de dividir o Brasil em capitanias que seriam distribuídas a quem tivesse interesse e condições para colonizá-las.
   Apresentaram-se os 12 primeiros voluntários, oriundos de famílias de guerreiros, navegantes, gente da corte, dispostos à arrojada empreitada, entre eles Vasco Fernandes Coutinho, que recebeu de presente a Capitania do Espírito Santo.
   Com a carta de doação, recebida em 1º de junho de 1534, Vasco Coutinho desembarcou na capitania no dia 23 de maio de 1535, desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Para colonizar a terra, Vasco Coutinho distribuiu sesmarias entre os 60 colonizadores que com ele vieram.
   Como vila velha não oferecia muita segurança contra os ataques dos índios que habitavam a região, Vasco Coutinho procurou em 1549 um lugar mais seguro e encontrou numa ilha montanhosa onde fundou um novo núcleo com o nome de Vila Nova do Espírito Santo, em oposição ao primeiro, que passou a ser chamado de Vila Velha. As lutas contra os índios continuaram até que no dia 8 de setembro de 1551, os portuguesas obtiveram uma grande vitória e, para marcar o fato, a localidade passou a se chamar Vila da Vitória e a data como a de fundação da cidade.
  Administração de Vasco Coutinho
   Vasco Coutinho era um militar e não administrador, mas deixou várias obras durante seus 25 anos de donatário. Além das duas vilas (Vila Velha e Vitória), foram construídas as duas primeiras igrejas, a do Rosário, em Vila Velha, fundada em 1551 e ainda existente. A outra, anterior à do Rosário, chamava-se Igreja de São João, e também ficava em Vila Velha.
   Foram também construídos os primeiros engenhos de açúcar, principal produto da economia por três séculos, até 1850, quando foi substituído pelo café. Em 1551, foi fundado, pelo padre Afonso Brás, o Colégio e Igreja de São Tiago, que, após sucessivas reformas, transformou-se no atual Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado.
   Com a chegada de missionários, foram fundadas as localidades de Serra, Nova Almeida e Santa Cruz, em 1556. Dois anos depois chegou frei Pedro Palácios, que foi o fundador do principal monumento religioso do Estado, o Convento da Penha, padroeira do Espírito Santo.
   Vasco Coutinho, que deixou parentes e amigos em Portugal, venceu bens e contraiu dívidas para receber a Capitania do Espírito Santo, morreu em 1561, em Vila Velha, onde vivia, velho, cansado e pobre, um ano depois de renunciar ao governo da capitania, Povoamento
   Depois de Vasco Fernandes Coutinho, o povoamento do Espírito Santo foi sendo feito aos poucos e pelo litoral, durante aproximadamente 300 anos, restringindo-se à região ao sul do Rio Doce. Nesse período, o principal produto da economia era a cana-de-açúcar. A ocupação do interior aconteceu do Sul para o Norte, com mineiros e fluminenses que vinham atraídos pelo café, que começou a ser cultivado depois de 1840. No interior norte, o povoamento começou por Colatina e daí para os outros municípios, com a construção da Ponte Florentino Avidos, em 1928.
   Em 1860, o então Imperador Dom Pedro II visitou o Espírito Santo, acompanhado da esposa, Dona Teresa Cristina, permanecendo durante duas semanas, quando desenvolveu intenso programa de Visitas, percorrendo estabelecimentos públicos, colégios, cadeias e deixando de seu próprio bolso uma contribuição para a Santa Casa de Misericórdia.
  República
   Com a proclamação da independência do Brasil, os dirigentes passaram a se chamar presidentes da província, que eram eleitos pelo Congresso. A partir da proclamação da República, a província passou a se chamar Estado, e o Afonso Cláudio de Freitas Rosa foi eleito pelo Congresso o primeiro governador.
   Daí até o golpe de estado de Getúlio Vargas, em 1930, os governadores eram eleitos pelo Congresso, seguindo-se um período de interventores, até a eleição de Carlos Monteiro Lindenberg, por sufrágio popular. Com o golpe militar de 1964, novamente os governadores eram eleitos pela Assembléia após indicação dos presidentes-generais - Cristiano Dias Lopes, Arthur Carlos Gerhard Santos, Elcio Álvares e Eurico Rezende -, sendo novamente eleitos de Gerson Camata até José Inácio Ferreira, que toma posse em janeiro de 99.
  Por que capixaba?
   Segundo os estudiosos da língua tupi, capixaba significa, roça, roçado, terra limpa para plantação. Os índios que aqui viviam chamavam de capixaba sua plantação de milho e mandioca. Com isso, a população de Vitória passou a chamar de capixabas os índios que habitavam na região e depois o nome passou a denominar todos os moradores do Espírito Santo.
  Personagens
   Todos os países, estados ou municípios têm pessoas que passaram para a história pelos atos que praticaram. Também o Espírito Santo tem seus personagens que são lembrados até agora. Entre eles podemos citar:
  • Vasco Coutinho - O primeiro donatário e iniciador do povoamento do território, ao fundar a cidade de Vila Velha, em 1535.
  • Frei Pedro Palácios - Irmão leigo franciscano, fundador do Convento da Penha, em Vila Velha. Nasceu na Espanha, na cidade de Medina do Rio Seco e chegou ao Espírito Santo em 1558, morrendo em 1570.
  • Araribóia - Cacique da tribo temiminó, que partiu de Vitória com 200, índios para ajudar a expulsar os franceses do Rio de Janeiro.
  • Padre José de Anchieta - Missionário jesuíta, catequizador de índios, poetas e escritor de pesas teatrais que mais se destacou em sua época. Nasceu nas Ilhas Canárias e morreu na cidade de Anchieta no dia 9 de junho de 15976. Existe um processo de canonização de Anchieta.
  • Maria Ortiz - Foi uma jovem capixaba que, aos 22 anos, ajudou a expulsar os holandeses que atacaram Vitória em 1625. Sua ajuda, jogando água fervendo sobre os invasores foi numa escadaria no centro da cidade que em 1924 foi transformada em Escadaria Maria Ortiz.
  • Domingos José Martins - Personagem capixaba que se destacou pela participação como líder na Revolução Pernambucana, em 1817, que já pretendia a independência do Brasil. Foi fuzilado em Salvador no dia 12 de junho de 1817.
  • Elisário - Escravo que ficou famoso por chefiar a principal revolta de escravos do Espírito Santo, a Insurreição de Queimados, em 1849. Preso, fugiu e se refugiou nas matas não se tendo mais notícias dele.
  • Caboclo Bernardo - Pescador que ajudou a salvar a tripulação do navio da Marinha de Guerra do Brasil, Imperial Marinheiro, que naufragou perto da foz do Rio doce, na madrugada de 7 de setembro de 1887.
  • Augusto Ruschi - O maior naturalista do Brasil e maior estudioso dos beija-flores do mundo. Fundou o famoso Museu de Biologia Mello Leitão, em Santa Teresa, a Terra dos colibris, onde nasceu em 1915 e morreu em 1986. Pelos seus conhecimentos científicos e pela luta pela preservação na natureza, em 1994, o Congresso Nacional aprovou o decreto do presidente da República, tornando-o o Patrono da Ecologia do Brasil.